sábado, 23 de outubro de 2010

A EMPATIA QUE PRECISO APRENDER A TER



Um ancião que estava para morrer procura um jovem e narra uma história de heroísmo:

Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.

Quando já estavam chegando a um lugar seguro, este homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.

E como você escapou? – pergunta o jovem.

Não escapei; eu sou o outro, sou aquele que traiu – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.

A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, esta ação de nos colocar no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.

A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista - em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.

Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão torna-se mais fácil de ser alcançada, e nossos corações sentem-se mais aptos a perdoar.

Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva, e de evitar a vingança.

Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.

Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.
A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.
Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos; e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.
O hábito de colocar-se no sentimento de alguém, é um grande recurso de que dispõe o homem novo para suas conquistas espirituais elevadas.
Então, quando formos agredidos ou atacados por alguém, pensemos que aquela criatura está doente e infeliz, ao invés de, movidos pelo nosso orgulho, revidar, procuremos compreender.


Redação do Momento Espírita, em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap XI, item 2, e Maktub de Paulo Coelho.
* Grifos meus

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